segunda-feira, 23 de julho de 2012

sei lá





E de repente
É banal
Meu radio diz uma coisa
E penso
Outra
Eu peço , ele repete
e Eu não entendo
É essa falsa sensação de companhia
Que a tv dá
Será que você
Já esqueceu
De sentir minha falta?
fecho os olhos e
Ouço
Solidão.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

PRONTO PRO TOMBO


O gari fez questão de me varrer pra casa.

Eu

Cheio de suspiros e sonhos

Carregado pelo vento.

pro alto de uma colina

por baixo de uma mesa

Sempre pronto pro

Tombo

Cheio de suspiros e sonhos

e de pedras e saudades no bolso de meu paletó

carregado pelo vento

pelos suspiros

pelos sonhos


de novo...          

pronto pro tombo

Assoprem-me pro chão.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Caninos

Eu acho que você passa
e assim tão descompromissada
só me maltrata.
Sorri
e maltrata
Me oferece teu pescoço
mas meu sangue é que dorme no fundo da tua caneca.
Parece que pelo adiantado da hora
o sol talvez estrague nossos planos
Eu mordo seu pescoço
mas você
nunca
me convida para entrar
então bebe meu sangue
devagar aqui na porta
que eu volto pra casa
e durmo de cabeça pra baixo.
De novo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Enquanto meu Ego passeia em corpos
Meus olhos se perdem no teto procurando um rastro seu
Um cheiro que se perdeu pelas fronhas do meu travesseiro.
Desde que você se foi tudo tem estado uma bagunça.
Existem coisas suas por todos os cantos.
Em outros sonhos, em outros corpos...
e você levou tudo embora.

...

Enquanto meu Ego passeia em corpos
Meus olhos se perdem no teto procurando um rastro seu
Um cheiro que se perdeu pelas fronhas do meu travesseiro.
Desde que você se foi tudo tem estado uma bagunça.
Existem coisas suas por todos os cantos.
Em outros sonhos, em outros corpos...
e você levou tudo embora.

domingo, 23 de outubro de 2011

macacos insones



As vezes é o som do mar que mesmo distante te acorda.
E você nem sabe disso.
E o roxo que precede a minha aurora e a sua,
Acaricia os macacos insones do meu sótão e talvez os teus.
Água em garrafa de barro e café com açúcar mascavo
O relógio marca três dígitos iguais
Um casal chora a despedida na estação
e nada disso tem importância.
Fumo em uma janela em que você não está
Muito obrigado pela história de amor que a gente não viveu.
Eu viajo em folhas de papel
E são elas que viajam com você pelo mundo
Obrigado por todo o amor que meus versos te dão.
Você parte
E como você parte meu coração.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Como pode em tão pouco tempo tantas almas
habitarem meu corpo?
Quanto tempo mais me habitarei?
Talvez eu não seja o habitat perfeito para mim.
Tudo está diferente
Velho e repetitivo
Mas ainda primeira impressão
como um verso lido amanhã.